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[Segunda-feira, Fevereiro 15, 2010]


Every particle in the universe attracts every other particle. Matter on the large scale is uniformly distributed. Gravitationally balanced, but unstable.
The idea of a static universe or "E.'s universe" is one which demands that space is not contracting but rather is dynamically stable. A. E. once proposed such a model as his preferred cosmology by adding a cosmological constant to his equations of general relativity to counteract the dynamical effects of gravity which in a universe of matter would cause the universe to collapse.



What is that all about that even non-opposites are necessarily bumping one against the other in the universe?
What is that energy all about, the energy that is transferred when molecules bump into one another? What's out there for us to get... or to catch?
You bet there are better places? I bet there are better particles. Hard, soft, or satisfying. Question is, how can we tell?
Maybe there's a fact. The sensation of disembodiedness must hurt more than the collision. Hard, soft, or satisfying...
Therefore, the bump must be the prize itself; some kind of prize, given at the expense of its own existence.
'Cause the sooner you collide, the sooner you change. Syllogistic as that (shortened in two sentences!). As soon as you collide, you're different. You're something else. Not forever, though; just wait until the next drunk particle to bump into you. Or a sober particle bumping into you in the dark.
That's why it would be appropriate to say: as soon as you die, kill me, would you please?
I am looking forward to my next death in this life. I mean, my next collision that surely will have as a result another metamorphosis of mine.
Something will grow inside of me. Maybe a whole tree, who knows.
I accept my destiny. My destiny is the destiny of all particles of the universe (of live, of everything, haha). It is all about colliding. Changing. Getting better.
Colliding particles can make black holes - and they're nothing but energy crammed into a small volume, just as in collapses of massive stars (see, even when it looks complex... pretty much the same thing if you think that massive stars also end up filling too tightly).
As uncomfortable as it might be, collisions are the key to our internal process of evolving. Isn't that so? If we think that every single kind of matter particle is mirrored by its antimatter (that has opposite electric charge, that means, equal, but opposite charge... "the opposite ain't that different after all, huh"), it may seem a little stupid to overrate all of those collisions that happen all the time. How is it good to collide with your equal-opposite, you would ask. However... the balance isn't simply about the existence of those opposites, of our opposites. It has to be something beyond us: the existence of the opposites isn't enough, that's why they inter/intracommunicate.
By colliding, of course.
Let's collide, then. Cheers to that. Slainte.

And I don't really give a damn in case you didn't understand a thing of my thoughts. After all, hey, it is not just because we're all pretty much the same that we cannot have profit by colliding.


por L. * 1:53 AM

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[Terça-feira, Fevereiro 09, 2010]


Memórias mazelas, metas mortas mantidas más. Mandinga masoquista.

Abraça assomos, acordada. Afecções afetuosas anteriores. Aceita assédios afastados (antigos) - adjacentes, ATIÇAM.
Acompanha andares...
Assombram...
Amares anteriores atacam. Atenua ardente andar. Atônita, arrepiada, arrependida, apiada!
Amante amadora; assusta-se. Abraça as ameças - assolam, assonantes, a alma atordoada.
Anda ainda.
Anteriormente avisada, assimetralmente aconselhada. A antes acabrunhada, abobada, acanhada, ada alma acorda, agora, atenta.
Astuta.
Aterrorizada.
Amplamente abrutalhada, adaptou-se.
Agita-se
agressiva ao andar;
afoga, afoita,
assomossonânbulos
s
s
s

Alinhar acertos? Acidentalmente.

Acontecia acostumada a aceitar acontecerem.
Andava acatando atalhos alheios.
Aprovava. A-prova.

por L. * 10:32 AM

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[Sábado, Janeiro 16, 2010]

Rota: poema em dez minutos (que acabou sendo feito em menos) sobre felinos.


em arranhões
arranhos
arranhadas
sabe-se lá
até onde vai
a capacidade
de substantivar
atos
mas o fato
é que
entre ações
de arranhar
sempre se faz
e sempre se
recebe
atos de
proteção e
retenção de
uns carinhos
que não se explicam
porque vêm
de muito lá dentro,
não se sabe direito
mas um felino
pode parecer
feroz
cem por cento
do tempo
mas ele sempre vai dar
um jeito de ser
outra coisa que
não esperem
e vai
afagar com seus bigodes
vai encostar como
quem encosta na coisa
mais segura, confortável
e prazerosa do mundo
vai roçar com a coluna
o outro felino
ou o humano
ou quem ele amar.
vai se entregar
aos sentidos,
com abraços
sem que precisem
de motivos.
porque nem felinos
aguentam ser
ferozes, ferinos
todos os dias.
precisam se aveludar por dentro.
seus pelos já são assim.
precisam de sentido
precisam sentir serenidade
mesmo sem sentido

por L. * 4:22 PM

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[Terça-feira, Janeiro 05, 2010]

Trecho de um conto inacabado que escrevi hoje:

"Não seja engraçadinha pra fugir. Aceite o que é e encare. É você quem está deixando tudo ser enterrado."
"Está sendo cremado, porque está virando pó."
"O que é enterrado pode ressurgir. Está enterrando sentimentos vivos, isso é grave. Não se enterra o que está vivo."
"Mas se é sentimento de verdade, não morre. Então, sendo enterrado, pode ser desenterrado depois... ou ressurgir sozinho. Isto é, se valer a pena. Entendeu?"
"Não se coloca sentimentos em teste enterrando-os. É convivendo com eles."
"Talvez eu queira testar a existência deles."
"Enterrar é cruel demais e eles podem morrer justo nesse processo."
"Eu preciso saber se existem."
"O problema não é sua dúvida do que existe e do que não existe, que tem o direito de existir, mas a forma que você acha que encontrou de resolver o dilema que é só seu, garota. Está deixando, como você disse, as coisas virarem pó e mais ainda: esse pó escorrer pelos seus dedos."


por L. * 6:40 PM

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Poema da conclusão do hoje (que é uma fase)

não é uma questão de frases
simultaneamente: desejadas, enunciadas e sentidas
profundidades verbalizadas sem terem sido medidas
não é uma questão de exclamações
pausas virguladas pra olhares
alfabetizados fervilhões
travessões de desejo e desdém ditos
interrogações e suas respostas
letras alinhadas formando rotas
não é uma questão do que é dito
de profundidade bem expressa
ou de frases com sentido
mas de avalanches que vêm
e dizem "sinta!" ou "faça!"
aí somos e agimos de acordo
mas é fase. passa


por L. * 6:27 PM

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[Domingo, Janeiro 03, 2010]


E eu me lembro mais uma vez de que escrevo no escuro, num transporte guiado por outrem - confio, sou levada - e que balança muito.
Estou sem óculos, no escuro dançante, que se mexe e me mexe sem me consultar se isso me incomoda ou me diverte.
Realmente não sei se lerei o que escrevo agora, mas a gente sempre pensa novas coisas que devem ser escritas e/ou pedem para isso e nem sempre a gente lê o que já escreveu.
Então eu me conformo com a possibilidade de minha letra trêmula virar material soterrado e desaparecer no instante em que fechar meu caderno
e escrevo mesmo assim.

por L. * 6:51 PM

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Eu ter tontura sóbria e sem estar com pressão baixa
aquela mesma que vem quando fechamos os olhos banhados de esperança líquida, porque já se chora por autopiedade, e há álcool no corpo mais do que o pobre corpo aguenta, e baixamos as pálpebras, relaxadas porque cansadas, com a certeza ingênua e persistente de que tudo vai melhorar se parar de entrar luz pelas pupilas, mas tudo piora, porque o escuro traz consigo uma cruel sensação de roda-gigante, sensação de estar numa cabine colorida que deveria ser divertida, mas gira a despeito do que você deseja, porque quem a controla deveria ser você, mas é um maldoso técnico que está confortavelmente sóbrio lá embaixo, e você o vê de cima, você deveria ser Deus, mas ele te controla de baixo, tudo gira e é o quanto ele quiser, mas é você quem gira e não pode escolher o quanto, o controle lhe é tolhido e isso deveria ser bom, mas de repente é um pesadelo, a diversão deixa de estar sob seu controle e nem você é deus de si mesmo nesse momento
tudo me faz pensar, então, que eu posso sentir umas coisas a qualquer momento e atribuir a flashback do que já tomei, mas pode nem ser.


por L. * 6:48 PM

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Eu me dou conta de que escrevo num escuro que me impede de saber se estou mesmo escrevendo.
Agarro a caneta e a arrasto sobre o papel colocando em prática minha alfabetização no português, tentando inutilmente traduzir coisas que apenas se pode pensar - pra pensar não se alfabetiza, não é necessário um dialeto, não é necessário o domínio da expressão do intelecto, porque ele simplesmente está lá e flutua dentro do seu crânio.
Ou dentro de outro lugar, mas imaginamos ser no crânio, enquanto outros imaginam ser no ventre, ou mais embaixo, ou do lado de fora.
Se são coisas que apenas podem ser pensadas, que não moldamos, que sequer tocamos, não sei o que me faz pensar que a caneta que agarro com uma força simbólica e que toca o papel em área esférica ridícula pode simplesmente transpor as almas que me habitam praquele bege plano que eu tanto tento preencher.
Tanto tento preencher pra que meu cemitério maldito interior - enterramos coisas no cérebro sem que elas estejam mortas - se esvazie
e dê espaço pra novas tumbas que são, na verdade, covas não-marcadas.

Continuo escrevendo mesmo que sem saber se escrevo, graças ao breu que invade sem fazer perguntas e cega tudo e todos

Confio na caneta e em sua tinta, que zombam de mim, mas colaboram.
Confio no papel e também no ângulo em que mantenho a caneta, às cegas.
Estará legível por mim, se é que algo estará escrito?


por L. * 6:39 PM

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Foi com a tontura que eu pensei o que agora escrevo no breu que eu nem estava bêbada mas tudo girava como se eu estivesse e, se eu estivesse mesmo que um pouco ébria, eu pensaria ser essa tontura uma consequência (minha letra treme tanto quanto minha mente com a estrada e isso é consequência direta) e poderia ser que a tontura nao viesse da bebedeira hipotética. Eu posso atribuir e não-atribuir livremente causas e consequências. Ébria, louca, burra, em estado emocional questionável ou vulnerável. Tudo pode ser causa. Mas tudo também pode ser consequência e tudo pode nem ter causa - e eu ser naturalmente tudo isso, inclusive naturalmente bêbada.
Prosseguindo com meu raciocínio pouco racional permeado pela tontura com ou sem causa que era simultânea mas não se confundia em absoluto com o balançar da estrada - ou melhor, do ônibus, graças à estrada xiliquenta mal-asfaltada com manterial de segunda brasileiro
concluí que em tudo no mundo é assim como na tontura que pode vir da bebedeira, mas pode não vir, a nosso bel-prazer escolhemos atribuir relação ao que pode não ter nenhuma ou até mesmo não pode ter nenhuma.
Talvez nem importe errar a lógica (ou talvez importe pra um cosmos maior que não compreendemos nem alcançamos enquanto vivos e terrenos) e importa menos se isso é se enganar ou se é atribuir de propósito pra se livrar de pesos.
Talvez importe menos do que tudo pensar sobre isso


por L. * 4:20 PM

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Nós todos amamos os clichês, mas é preciso esquecê-los, para dedicar atenção às coisas verdadeiramente importantes da vida e... finalmente, retornaremos aos mesmos clichês, agora sabendo por que eles existem e como se tornaram o que são.


por L. * 4:02 PM

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[Segunda-feira, Dezembro 28, 2009]


Modos de não ser previsível

constante incoerência,
conivente com certa
ganância de sobrevivência e
inconsistência. confesso.
coerente, mas inconstante:
você - ou seu instante -
contrasta com minhas nuances.


por L. * 4:54 PM

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E eu vi o gatinho passando por trás da A. M., sem intuito de distrair ninguém. Pensei que ele era mais interessante que o que eu ouvia, e vê-lo era discreto enquanto A. M falava eu o seguia com os olhos, sem medo de perceberem, seguia-o em seu caminho mesmo por trás dos objetos, imaginando seu corpo se mexendo até que ele reaparecesse e eu continuava com meus olhos nele, mais abertos e atentos e muito mais satisfeitos agora. Ele parou e eu me perguntei por que e me perguntei também o por que de tudo dele e nele. Suas possivelmente hereditárias cores. Onde estariam seus irmãos. Se era dali. De onde vinha exatamente. Quanto vivera, quanto viveria, se eu já o vi antes, se eu o veria mais vezes, se eu saberia ser ele de novo. Não me perguntei porquês sobre A. M.
Segui-o mais pois ele voltou a andar. Ele se sentou e agora eu já olhava para o lado oposto ao de A.M., minha observação à parte estava menos discreta. Parecia indelicado, mas eu não queria me prender a essa possibilidade, porque eu queria mesmo era simples, era só olhar para o gatinho e ver o que ele ia fazer e especular sobre o que pensava e sentia e sobre sua vida toda. Não era tão simples, na verdade, sei, mas A.M. ainda falava e ainda não me interessava. O gato infelizmente se foi da minha visão e me entristeci ao mesmo tempo em que controlava os impulsos de levantar da cadeira e segui-lo em vez de ficar e aplaudir algo que não me prendeu, moveu ou mudou. O gato me mudou, eu acho, pena eu não saber se o mudei, pena eu nem saber quem ele era de verdade.

#ccbbnights


por L. * 4:43 PM

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[Domingo, Setembro 20, 2009]

Revivendo desde textos (meus) até músicas/bandas marcantes pros últimos anos.
Mergulhando no lado mais eu - sozinha - possível.
Espero continuar tirando boas conclusões e aprendendo sobre tudo.

Textinho de mais ou menos quatro anos atrás:


Tenho diarréia verbal com as coisas desimportantes.
Vivo descarregando inutilidades pela boca.
Eu deveria andar com uma placa de aviso dizendo "não considere (tudo) o que eu digo".
Talvez todos sejam meio assim. Não sei. De qualquer forma, só falo por mim, é claro. E o que digo é que se gaguejei antes de falar ou se já repeti aquilo que estou dizendo mais de uma vez antes, então deve ser mesmo verdade. De resto... de resto não minto, me confundo: falo bobagem não porque escondo a verdade - as tais bobagens não são mentiras completas -; eu falo bobagem porque me confundo e me expresso mal com uma freqüência assustadora. Freqüência essa, inclusive, que provavelmente asusta só a mim, pois só eu percebo que o que eu disse não corresponde ao que eu quis dizer. Os outros devem achar apenas que eu sou mais uma idiotinha e que meu conteúdo é de baixa qualidade mesmo.
Já em relação às coisas que importam (para mim, já que, como disse antes, só falo por mim mesma)... encontro dificuldades para expressá-las. Às vezes posso nem estar querendo dizer algo grande, mas acabo pondo obstáculos, mesmo que sem querer, diante de mim. A voz não sai, a mente se confunde, a construção do pensamento tarda e a da fala se prende às paredes da minha garganta trêmula. Balbucio tudo menos o que tenho a dizer.
Essas coisas que importam eu conto, pelo menos com facilidade, na esmagadora maioria das vezes, somente para o papel. Vomito sobre um caderno, uma folha solta meio rasgada ou até mesmo um guardanapo, não importa; vomito sem querer e meio sem ver, e quando me dou conta o branco se encheu de palavras e eventuais rabiscos quase que sozinho.
Quanto à veracidade, à concordância do que eu escrevo com o que eu penso, podem confiar no que lêem, pois apesar de também ser fruto de impulsos, a escrita é bem mais comedida que a fala. E sim, eu tenhoa minha teoria para explicar a razão disso: por não ser para ninguém, ao menos em princípio, ela sai de forma natural de pleno acordo com a minha mente, isenta da possibilidade de sofrer abalos externos no seu processo.
Ao mesmo tempo, a escrita é a coletânea de tudo o que nos abala nas vinte e quatro horas de todos os nossos dias...
E talvez seja por isso que eu a amo... Porque é a síntese de um milhão de coisas incontáveis.

[Escrito graficorragicamente em algum momento de 2005]

por L. * 9:54 PM

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[Segunda-feira, Setembro 14, 2009]

Aula de Barroco é inspiração. :)

Reescrevemos Gregório de Matos... à nossa maneira. haha!
Percebam de onde veio a inspiração.


Triste classe! Ó quão entediante
Tens e tenho um feio achado,
Sonolento te vejo a ti, tu a mi angustiado
Chata te vi eu já, tu a mi mui maçante.

(coro)
O que falta nesta classe? ― Classe.

Que sobra nesta manada? ― Nada.
Que custa um pouco de estudo? ― Tudo.
Que custa um pouco de tolerência? ― Ânsia.*
Que preenche essa horda toda? ―Merda.
Que permite nossa sobrevivência? ― Paciência.
Que distingue toda miséria? ― Ralér...

(coro)
Ó, céus, ó, vida!
Compartilhemos pela poesia
O ardor da dor de nossos dias!

E, nesta aula, o que sobra? ― Abobra!
O que é esta usura? ― Tortura!
E quem só fala, não escuta? ― Puta!



*ânsia: no caso, de vômito.


Por: Pastorzinho do Campo, Pastorazinha Margarida e Camponesinha Azaleia - Copyright 2009.


por L. * 5:35 PM

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[Quinta-feira, Julho 16, 2009]

Pensamentos sobre o Belo [não o pagodeiro brega que foi preso]
(inspirados por Olavo Bilac em "A Beleza e a Graça")

"Ou se é uma obra de arte, ou se veste uma" Oscar Wilde

Se o Belo é o que agrada aos sentidos, drogas são lindas.

Se o Belo é o que faz sentirmos algo de bom, algo entre a libido e o Bem - linha nada tênue entre a ética e o prazer, no caso -, certamente (certas) drogas são lindas como a Arte. Assim como outros itens mais óbvios (sexo, por exemplo, é literalmente visto como arte em certas ocasiões que ultrapassam vídeos caseiros da Pamela Anderson).
Não, estas não são palavras de ode a um mundo sexo, drogas e rock n roll (lembrando que rock n roll é Arte, então essa frase é o Belo em três categorias...!).
É só que sempre se considerou que discussões a respeito do que é belo são inúteis, ao mesmo tempo em que se considera que "gosto não se discute" é uma frase que se aplica a ocasiões amadoras. Há críticos, há quem entenda de Arte, há conceitos aceitos pelos que preenchem esse grupo. O que não há, no entanto, são parâmetros universais, que sirvam a qualquer tipo de análise artística. Sendo assim, há críticos e conceitos estabelecidos, mas há, também, liberdade de opinião, de gosto, de estaelecimento de parâmetros, de apreciação e de beleza.
Parece óbvio.
É óbvio.
O que é menos óbvio é a invasão dessa liberdade no ser humano, tanto dentro de cada pessoa, tanto de modo mais vasto, social.
Uma pessoa vaidosa, para mim, é alguém que tenta fazer de si uma obra de arte de acordo com seus parâmetros.
Pode parecer exagero, mas, para mim, é isso. Não digo que uma pessoa vaidosa pensa ser o esboço de uma obra-prima, claro que não. Não é no sentido de algo objetivo e artisticamente valioso que usei o termo "obra de arte". Meu raciocínio é menos soberbo. Acho apenas que todo o propósito de alguém que escolhe cuidadosamente que roupas, maquiagem e adereços usar é transformar-se em algo agradável aos sentidos, e isso é óbvio, também, se considerarmos que todos sabem que se usa perfume para agradar ao olfato, seja o próprio, seja alheio.
Mas não foi apenas essa visão simplista que me veio à mente no início deste texto. O fato é que há muita discussão acerca do porquê de sermos vaidosos. Respostas curtas como "porque a imagem é o cartão de visita" não me satisfazem e essa dúvida é não apenas atual, como talvez a dúvida mais atual de todas as dúvidas já que, desde o Pós-Modernismo, nunca antes houve um crescimento tão grande da preocupação com a imagem. Mesmo quem é adverso a essa preocupação estética muitas vezes exacerbada adota uma imagem que mostre isso. Só que dizer que imagem é cartão de visitas é uma frase leviana; afinal, ideias estão contidas na imagem, e um cartão de vistas não contem mais do que informações básicas, essenciais e introdutórias.
Claro que existem os motivos secundários e realmente fúteis para a existência da vaidade, como a vontade de ser invejado, de chamar atenção para si, etc. No entanto, penso serem esses itens todos apenas variações doentias de algo que, em essência, não me parece errado, fútil, presunçoso ou arrogante.

Sendo assim, neste texto sem muita ligação entre as coisas, concluo dizendo que é, é, beleza é sempre bem vinda, podemos querê-la sem culpas bobas, posso, sei lá. E se for nesse sentido de beleza como algo agradável e cuidadoso, resultado de uma vocação ou inclinação artística - e não no sentido de algo natural, que nasceu pronto como um dom ou como um presente dado a algumas pessoas - que Vinicius, desculpando-se com "as feias", disse que "é fundamental", então, tudo bem, eu posso concordar com ele. (É que sempre achei essa citação muito mal utilizada por aí, precisando esclarecer bem os meus motivos pra concordar com ela neste caso específico.)

Fim de um texto sem muito pé nem cabeça, mas que pode ser bonitinho dependendo do ponto de vista.


por L. * 9:41 PM

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[Quinta-feira, Maio 14, 2009]

Hoje eu comprei um chiclete na banquinha do Ceubinho, aquela compre-muito-ganhe-um-brinde (diria La Coccinelle très belle), que foi o doce mais bizarro que sentou na minha mão em muito tempo. Talvez desde a minha infância. (Lembrando que a minha infância pode ser abarcar até mesmo eu atualmente, dependendo de que adulto chato analisa a coisa.)
Estava eu lá na banquinha (será que falar banquinha é pejorativo? Afinal, quem sabe Roberto Justus vê ali mais que um protótipo de microempresariado?), comprando chocolate, bala e chicletes. É, minhas aquisições raramente são condizentes com a minha idade, mas deixando essa discussão desconfortável pra lá, continuo. Depois de escolher um Neugebauer, como eu costumo chamá-lo, Michael Jackson (metade preto, metade branco, melhor coisa que já inventaram pros eternos indecisos como eu) a um mero batom apenas branco, pegar um pacotinho de jujubas coloridas que eu nunca havia provado antes e seriam a novidade da compra e pegar um Cabeça de Abóbora (me recuso fortemente a dizer o que é isso. Quem não conhece não merece conhecer! HAHAUHA), vi um outro chiclete ácido (há, expliquei, de nada!). Mas era um novo, um distinto de todos que eu conhecia, um intrigante, incrivelmente... tá, era só diferente.
Comprei, óbvio. Fala que inventaram um Neugebauer de ameixa com gotas de urina de siri que eu vou lá provar, cara.
Depois disso e de sentar no banquinho mais próximo, fui abrir os pacotes e deixar a alegria sair deles e vir pro meu estômago. Olhei com mais atenção o pacote do chiclete hiper estranho e li: "Kriptonita mistério". Adoray de cara. Continuei lendo, ansiosa por desvendar o tal grande mistério que a embalagem tão pequena instalou em mim. "3 misteriosos sabores: pântano, bosque, cemitério."
Como assim, três sabores: pântano, bosque e cemitério?! Tipo, circule o que não pertence ao grupo? (Se ninguém riu, tudo bem, porque a Jamile, que me acompanhou na descoberta, riu na hora. ahuahuaha)
Depois de um tempo, abri a porcaria do chiclete. Ele tinha a forma de uma pera, mas cor de meleca, gosma envelhecida, era um verde musgo muito do feio. Senti nojinho, mas eu não sou de jogar comida nova fora, então pus na boca mesmo achando esquisito. Saiu um líquido de dentro dele quando mordi que, graças a Zeus, não era aquele do Baba de Bruxa (repito, não vou explicar o que é pra quem não sabe). Mesmo assim, ARGH! E que sabor era, afinal? A diferença deveria ser bem clara, mas não, eu não sei se consumi pântano ou bosque condensado em chiclete. Podia ser até cemitério, se for pra imaginar um como sendo um grande descampado verde com retângulos pelo chão. Misturando o verde da grama com o cinxa ou o preto das plaquinhas, pá pum, teremos, provavelmente, verde musgo muito do feio! Não?
Independente do sabor que eu consumi, não foi bom. Supondo que tenha sido pântano: não quero saber do bosque, que coisa mais Chapeuzinho! Supondo que tenha sido bosque: não quero saber do sabor pântano, deixa isso pros filmes de terror erótico. Não vou supor que tenha sido cemitério só porque eu cismei que esse deve ser cinza.
Eu sou bem o público-alvo desses chicletes pra gente esquisita, mórbida, bizarra, mongol [insira outros preconceitos recorrentes com quem compra um chiclete sabor cemitério aqui], etc. Mas porra, não basta ser macabramente tosco, tem que ser bom, né? Me senti injustiçada, eu poderia comprar um saquinho de chicletes desses, mas jamais vou querer outra mini-pera com gosto doce ruim, mesmo que passe a custar R$0,01. Oi, Arcor!

Bom, pelo menos eu consumi clorofila. =D Não, isso não melhora nada. (Mas realmente tinha clorofila, eu li na embalagem.)


por L. * 6:32 PM

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[Domingo, Maio 10, 2009]

Perfil do Orkut (e, no caso, homenagem ao domingo de hoje)

quem sou eu: Quem liga?


Alô, mãe? É você? Oi!



Porque elas sempre ligam.


por L. * 5:49 PM

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[Quinta-feira, Abril 16, 2009]

Por estar quase sempre dividida entre a prolixidade mental e a ação, é comum me sentir perdida. Perdida num universo de muitos mundos paralelos, possibilidades zil que não consigo enxergar com nitidez. Sou míope de cérebro. Tento ver meus possíveis futuros e todos se embaçam... ou se escondem.
Onde está o futuro vermelho?
E o cor-de-rosa?
E aquele que vai piscar pra mim, piscar muito, tentando me inebriar, do qual eu terei de correr pra longe, resistir com potência?
Cadê a hora de escolher, a próxima bifurcação?
Minhas chances diminuem com meu poder de escolha.
E eu cedo.


por L. * 1:29 PM

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[Domingo, Fevereiro 22, 2009]

Queria saber, afinal, como e o quanto pode ser útil o sentimento de culpa.
A conclusão seria simples em qualquer momento em que eu a puxasse: culpa serve pra gente se desculpar e melhorar, ponto. Depois disso, ela pode e deve ir embora. Por quê? Senão tudo vira inferno, sua cabeça fica ocupada por ela e seu corpo não responde a outros pensamentos melhores que ficam abafados.
Mas eu não sei, é como se culpa fosse um dos meus demônios particulares, que atormenta porque tem um ponto. Um ponto que perdi e, até eu achá-lo, o tormento permanece. Só que não sei que ponto é esse, o que esse demônio dos grandes quer clarear à minha frente. Será que ainda tenho que fazer mais do que me desculpar e melhorar? Eu sei que sempre temos o que melhorar, mas não pode ser que toda melhora seja impulsionada por culpa. A não ser que o demônio seja, na verdade, um demônio sem ponto algum, que me atormenta por sadismo puro e depravado. Não sei se o mato ou se o ouço, porque cansei de procurar um ponto e achar vários sem ter certeza de nenhum. Se eu pudesse, ao menos, saber pra que serve a culpa, saberia consertar esse estado de espírito que lateja com a dúvida de haver ou não um motivo.
Demônios deviam vir com uma bula de indicações e posologia. De vez em quando até me é possível perceber a função deles naquele momento da minha vida. Sou muito boa em me sentir desconfortável e em me culpar, por isso é fácil ver meus erros, eles piscam em amarelo-marca-texto. Tenho mais dificuldade mesmo é em saber se a tentativa de consertá-los que escolhi e executei foi suficiente, correta e eficiente. Queria que perdão também viesse em amarelo-marca-texto. Mas perdão vem como a vida - ou a pessoa - quer nos dar, então nunca vou controlar isso, tenho mesmo que aprender a aceitar um perdão xoxo, parcial e até mesmo incerto. Quem sabe me consola o que resta: prender-me à esperança de que, com o tempo, todo perdão pequeno cresce e cobre o erro. Afinal, nas vezes em que isso não ocorre, o problema é da pessoa - ou da vida - que não sabe não guardar rancor.
Talvez seja errado acreditar nisso, nessa esperança aí, mas é o que eu tenho.
Pelo menos sou boa em aceitar viver de esperança também.


por L. * 5:03 PM

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[Sexta-feira, Agosto 29, 2008]

Hahahahaa, este me fez rir.


Meu cabelo cresceu rápido, ó! nuss ò.ó
Tô cum rabão maroto, admitam! HUEHEUH
de respeito, até. Enche uma mão, se duvidar.
Tá, parei. HAUHAUHA

Eu sei que ninguém compartilha com ninguém o desenvolvimento do próprio cabelo =(
Enfim, o ffffffffaaato é que ele tá crescendo *-* Eu acho cabelo curto muito charmoso em geral, e bem mais estiloso, também. (No geral, claro que sempre há exceções :B) Mas eu quero cabelinhos ao vento de novo. Tipo Pocahontas. (Cabelos longos voando por causa do vento sempre vai me lembrar Pocahontas, acho que minhas referências mudam pouco ò.ó Que coisa, não?) Só não pensem que eu vou deixar crescer normalzão e deixar ele reto até a cintura, não. Tsc, tsc, tsc. Porque isso é normal demais. Boboca demais. ("Boboca"? É, minhas referências não mudaram desde a infância.) E daí pra fazer luzes/mechinhas loiras nele longo e reto é um passo. HAHUAHAHUA
Enfim. O tempo dirá. Vou ver se paro de falar no meu cabelo.
Isso me lembra a Tough, eu tô com saudades da Tough ._.
Também, eu tô pra escrever a porra da última carta faz meses. ;-; enfim =|
Nossa, eu tô falando muito. A Cynthia, minha professora de biologia, disse que eu falo rápido. Eu falo rápido? o.o'
(lembra que estão lendo)
Tá, deixa.
Mas eu escrevo rápido.


Ouvindo - Paul McCartney . Fine Line

por L. * 9:40 PM

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Outro post antigo. Postando só pra manter as lembranças pra mim mesma, só isso.

Câmera:
Nenhum:
Legenda:
[foto]

oioi rosa do tênis combinando com o rosa da blusa oi
(ainda tem o cinto rosa oioioi!)

[/foto]

[começo de um assunto]

Caralho, que PRE-GUI-ÇA de fotolog! xD (J)

Mas não, eu não tô fazendo coisas muito mais úteis com o tempo que eu não gasto mais postando nesta puêrra de la mierda, não.
Gasto no Orkut ou então vendo vídeos da Fiona Maçã repetidas vezes.
haha!

[/fim de um assunto]

[começo de um assunto]

Pessoas do Sigma: quem vai participargh do The Theatre 2007?! Quem?! =D
que porra de sigma-múndi/olimpíada de matemática, vamos ao teatro, galerë =D
(HUAHAUHAU brincadeirinha =D)
O foda é que eu vou querer ser/fazer tudo.
HAHAHHA figurino, roteiro (se é que é a gente quem escreve o.o), o cenário, atuar, ser contra-regra e se rolar música eu dou uma palhinha dos meus talentos (?) i_i
haha com o tempo eu escolho o que eu quero fazer, okay. escolho, juro que escolho.

[/fim de um assunto]

[começo de um assunto]

Meu computador tá um pepino no cu.
Vai explodir a qualquer momento, tá fazendo barulhos estranhos... *mãããe ._.*
Vai ser bom pra eu aprender a ficar menos tempo nessa máquina do mal. *(6)*
Mas vai ser ruim pelo prejuízo, explosão, queimadura, e tals, se é que eu vou sobreviver...
Tá, enfim.
Se algo explodir, eu avisei.

[/fim de um assunto]

[começo de um assunto]

letra de música, wee ¬¬

Fiona Apple - Criminal
I've been a bad, bad girl
I've been careless with a delicate man
And it's a sad, sad world
When a girl will break a boy
Just because she can

Don't you tell me to deny it
I've done wrong and I want to suffer for my sins
I've come to you cause I need guidance to be true
And I just don't know where I can begin

What I need is a good defense
Cause I'm feelin' like a criminal
And I need to be redeemed
To the one I've sinned against
Because he's all I ever knew of love

Heaven help me for the way I am
Save me from these evil deeds
before I get them done
I know tomorrow brings the consequence at hand
but I keep livin' this day
like the next will never come

Oh help me, but don't tell me
to deny it
I've got to cleanse myself
of all these thoughts that I'm good
enough for him
I got a lot to lose and I'm
bettin' high
so I'm beggin' you before it ends
just tell me where to begin

What I need is a good defense
Cause I'm feelin' like a criminal
And I need to be redeemed
To the one I've sinned against
Because he's all I ever knew of love

Let me know the way
before there's hell to pay
Give me room to lay the law and let me go
I've got to make a play
to make my lover stay
So what would an angel say
the devil wants to know

What I need is a good defense
Cause I'm feelin' like a criminal
And I need to be redeemed
To the one I've sinned against
Because he's all I ever knew of love

[/fim de um assunto]

[começo de um assunto]

Amanhã tem Amigolat! HAAAAAAAAAAAAAAAAHAHAHA vei (6)
foda! HAUHAUHAUHA a páscoa mó já passou e tals e ainda vou ganhar mais totoiate (L)

[/fim de assunto]

[despedida]

Tchau! :D

[/despedida]

[soundtrack]

Fiona Apple - Criminal! WEE!

[/soundtrack]

por L. * 9:40 PM

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[Quarta-feira, Agosto 06, 2008]

Nunca entendi muito bem isso de que a melhor parte da dor é quando ela acaba... Sempre vi algo de hedonista na dor fútil, naquela dor de arrependimento, dor de "Oh, eu não sou perfeito, mas que descoberta horrível!". Essa dor sempre me pareceu masoquista, sei lá. Ela tem algo de bom.
Agora, porém, senti tão perfeitamente o prazer do fim! Mas ele não veio depois que a dor acabou - veio simultâneo ao finalzinho dela... Na fração de segundo final de cada suspiro choroso que dei agora há pouco, senti um profundo prazer.
Tentando decifrar esse prazer invasivo (mas que hora para aparecer, prazer maluco, eu estava chorando, profundamente triste!), concluí que foi um prazer de alívio mesmo. Foi um prazer do tipo "ufa".
Agora? Estou bem, mas não beeeeem. Já não choro, mas não ri ainda desde a inundação do meu rosto. Aliás, ele já secou. "Let the damned breeze dry my face." Não teve brisa, secou sozinho. Vitória.


por L. * 5:44 PM

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É, é esquisito isso, saber que se foi a perfeição, ver que o dia estava muito bom para continuar assim até a meia-noite. Nenhum dia é perfeito, será? Sei lá. Acho que há muitos dias perfeitos, mas a gente não se dá conta deles; quando a gente pensa "Ora, que dia perfeito!", acontece alguma coisa que fode tudo.
O pior é que fode muito, impressionante. Não é uma bomba que cai, um desastre que não está sob seu controle, é pior. Pior porque é sempre algo que atinge seu ponto fraco. Até parece que a vida é arquitetada pra nos dar sustos, ser estranha...
Hoje meu ponto fraco foi levar uma pedrada na testa. A pedra tinha um recadinho. Abri o papel amassado, amarrado na pedra por uma cordinha vermelha muito linda, dessas de embrulho de presente de Natal. Ele me disse "Você acha que está tudo bem? Não está, idiota. Cresça.".


por L. * 5:43 PM

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[Sexta-feira, Junho 27, 2008]


É incrível sentir o que é a Arte. Às vezes você tá achando que ninguém vai te compreender de verdade se você externar seus pensamentos. Outras vezes, você sequer se sente capaz de externar suas confusões mentais. E então uma música, um filme ou uma imagem mostra que te entende. Aquela obra te acolhe de tal forma que passa a ser parte sua. Porque ela expressa algo seu, inteiramente seu... mas foi feita por outra pessoa - que você, normalmente, nem conhece!... É incrível, por isso não é à toa que os que têm esse dom de expressar algo de tal forma que atinja pessoas diferentes recebem uma denominação própria. Obrigada, artistas de todos os tipos que me atingem profundamente! Os outros... bem, continuem tentando :D (aquelas HAUAHUAHUAHA)

Fiona Apple é uma dessas pessoas pra mim. Ela tem umas manhas inacreditáveis pra pôr em palavras o que tá em mim - sendo que, muitas vezes, antes de ouvi-la eu não sei dizer nem o que é que tá em mim afinal.

Atualmente, a música da minha cabeça-de-vento é On the Bound, do segundo álbum de Fiona, "When the pawn...".
Mas não expressa o que tô sentindo na íntegra, não, porque a letra é mais pessimista do que eu tou agora, hehe. Que bom, né? :D

All my life is on me now, hail the pages turning
And the future's on the bound, hell don't know my fury
You're all I need, you're all I need, you're all I need
You're all I need, you're all I need, you're all I need
You're all I need - and maybe some faith would
Do me good
I don't know what I'm doing, don't know should I
Change my mind, I can't decide, there's too many
Variations to consider
No thing I do don't do no thing but bring me
More to do,
It's true, I do imbue my blue unto myself,
I make it bitter
Baby, lay your head on my lap one more time
Tell me you belong to me
Baby say that it's all gonna be alright
I believe that it isn't.


por L. * 7:00 PM

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[Quarta-feira, Junho 25, 2008]


Ai *-* Surgiu a oportunidade de fazer mais um curso de cinema! Tô empolgada pra caramba, sério, tô morrendo de vontade. Vai durar pouco porque o curso é bem curtinho, mas vão ser horas maravilhosas, tenho certeza. Simplesmente porque serão horas de cinema :D


por L. * 9:31 PM

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[Quarta-feira, Junho 04, 2008]

Descobri-me (argh. Mas não tive opção de melhor construção) em mais uma música. É sempre tão mágico *-* quando isso ocorre. Então eu tomo uma taça de vinho, desativo o "random" e ativo o "repeat" e ponho a letra no meu blog. (Sim, sim... a parte do vinho, infelizmente, é mentira, HAHA.)
Descobri-me nas palavras ali debaixo cantadas pela Nina Simone. :)


Nobody feels any pain
Tonight as I stand inside the rain
Ev'rybody knows
That Baby's got new clothes
But lately I see her ribbons and her bows
Have fallen from her curls.
She takes just like a woman, yes, she does
She makes love just like a woman, yes, she does
And she aches just like a woman
But she breaks just like a little girl.

Queen Mary, she's my friend
Yes, I believe I'll go see her again
Nobody has to guess
That Baby can't be blessed
Till she sees finally that she's like all the rest
With her fog, her amphetamine and her pearls.
She takes just like a woman, yes, she does
She makes love just like a woman, yes, she does
And she aches just like a woman
But she breaks just like a little girl.

It was raining from the first
And I was dying there of thirst
So I came in here
And your long-time curse hurts
But what's worse
Is this pain in here
I can't stay in here
Ain't it clear that--

I just can't fit
Yes, I believe it's time for us to quit
When we meet again
Introduced as friends
Please don't let on that you knew me when
I was hungry and it was your world.
Ah, you fake just like a woman, yes, you do
You make love just like a woman, yes, you do
Then you ache just like a woman
But you break just like a little girl.


[ Bob Dylan - Copyright © 1966; renewed 1994 Dwarf Music ]

por L. * 2:52 PM

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[Quarta-feira, Maio 28, 2008]

CARALHO!

Foi divulgado que Sammy Hagar (vocalista do Van Halen depois da saída de David Lee Roth) já tem cerca de nove músicas prontas com a sua banda atual. Como alguns já sabiam, a banda tem, além dele, o baixista (também ex-VH) Michael Anthony. MAAAAAAAS parece que o Satriani também tá na banda! E o Chad Smith, do Red Hot Chili Peppers! :O

Muito inesperado isso, sério! hahaha meu deuuus! sem noção...

Satriani numa banda, hahaha com vocalista e tudo :O músicas compostas em grupo :O uau!



por L. * 6:47 PM

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[ momento fã idiota mode/on ]
Ai, que lindo :}
[ momento fã idiota mode/off ]

Tô falando não da carinha do Gilmour na foto acima, mas da seguinte notícia: "Ícone do rock psicodélico e progressivo, o Pink Floyd foi agraciado com o prêmio Polar Music Prize, considerado o Nobel da música. De acordo o júri, o grupo britânico teve relevante participação no desenvolvimento da música popular. A premiação aconteceu na semana passada, em Estocolmo (Suécia)."

Que gracinha! Totalmente merecido.

Pra quem não conhece o prêmio, ele foi entregue pela primeira vez em 1992 e Led Zeppelin, McCartney, Ray Charles, BB King, Gilberto Gil, etc., já o receberam.


por L. * 6:41 PM

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HAHAHAHA
Olhem que demaaaaaais: "Lançada no dia 24 de abril, a música Mutantes Depois marcou a primeira vez que os Mutantes lançam material inédito em décadas. (...) está escalada para ser tema da segunda temporada da novela Os Mutantes - Caminhos do Coração, da Rede Record."
HAUHAUHAUAHA

Eu sei que não tem nada demais, mas é muito engraçado.

Nunca li tanto "mutantes" numa frase!...

Cadê a trilha sonora pro 4º filme da TRIlogia do X-men? =D


Os Mutantes no final da década de 1960

{fonte da notícia: guitarplayer}

por L. * 6:33 PM

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[Terça-feira, Maio 27, 2008]



Talvez um dos quadros mais famosos do mundo (mas da Monalisa não ganha!).
O Grito, de 1893, de Evard Munch, pintor norueguês.

Achei muito interessante ler o que ele mesmo disse a respeito do quadro: "I was walking along a path with two friends – the sun was setting – suddenly the sky turned blood red – I paused, feeling exhausted, and leaned on the fence – there was blood and tongues of fire above the blue-black fjord and the city – my friends walked on, and I stood there trembling with anxiety – and I sensed an infinite scream passing through nature."

Esse quadro e, principalmente as cores deles são, para mim, uma metáfora de desespero tão bem feita que chega a ser feia.

por L. * 3:26 PM

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A Carla Bruni escreve coisas tão lindas que fica difícil vê-la como piranha, que é do que muitos a chamam por causa da looonga lista de amantes que ela já teve e tudo mais.

*OLHA O ESPAÇO DESTINADO À MÚSICA SENDO USADO COM FUTILIDADES*

Só pq é difícil imaginar alguém como ela com o Donald Trump ou com o Kevin Costner? Ah, fala sério, ela foi a única que não engravidou do Mick Jagger. MÉRITO, gente, mérito!

Ok, voltando a falar das composições dela...
Ela falando do amor (ou de um amor) é lindo, assim como é lindo quando ela fala mal do amor (vide "L'amour"). (Não porque é ela falando mal do amor, e sim porque o jeito que ela fala é lindo, mesmo falando mal do sentimento mais comentado do mundo.)
Ela cantando em francês é lindo, mas as músicas dela em inglês também são lindas. Assim como é lindo quando ela mistura francês com italiano.

Mas ah, a idéia que a gente tem da vida de celebridades (e da vida de pseudocelebridades também) é tão ridiculamente superficial e deturpada que chega a ser bobo admirar alguém com quem você nunca conversou.

É isso aí, vocês não são de nada, famosos. De na-da.


PS: Eu não sou bipolar, só pareço.


por L. * 3:11 PM

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Esses dias eu tava ouvindo Amy Winehouse e a minha mãe, da sala, perguntou (gritou):
- É a Ella?
E eu respondi, obviamente:
- Não é a Ella.
- Quem é ela?
- Ela é a...
- É a Ella então?
- Não, ela é...
- Quem é essa, Luísa, essa ai?
- Ela... ESTA é a Amy Winehouse. ¬¬
- Ah, não parecia mesmo a Ella.
- ?! ¬¬

Depois de um tempo ela veio até o meu quarto para ouvir melhor e perguntou de novo quem estava cantando.
- Quem é essa cantora? É a única coisa boa que nosso vizinho chato do outro prédio escuta.
- É, eu sei. É Amy Winehouse, mãe. Ela é boa, né?
- É sim, tem uma voz forte e canta suavemente ao mesmo tempo...
Eu fiquei meio confusa com essa frase da minha mãe, mas antes de ignorar eu pensei sobre ela, ouvindo a música que tava tocando. Era verdade.
- É mesmo, mãe, definiu bem. Paradoxal, mas se pensar nisso ouvindo-a cantando, é bem isso mesmo.
- Pois é. E não parece a Ella de jeito nenhum, haha, lá da sala pareceu um pouco.

Nada a ver com Ella Fitzgerald, mas se tivesse a ver, que graça teria a voz de Amy?
Tipo isso, nenhuma!

por L. * 3:11 PM

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Acabei de assistir a um filme muito foda: Swimming Pool. Não aluguei com muitas esperanças de que fosse lá essas coisas, mas me surpreendi. Um filme que começa calmo, mas na segunda metade dele você está imaginando mil possibilidades diferentes para a história, porque é quando tudo começa a ficar realmente tenso e conflituoso. Vai além disso: você passa essa segunda metade imaginando coisas para, no final, se surpreender. Além de surpreendente, o final também deixa pontos da história em aberto e você se pega pensando sobre o enredo muito tempo depois do filme ter acabado. Atuações muito boas e uma história forte e original.
O melhor de tudo é que aluguei por um real! haha! Valeria a pena mesmo que o filme fosse ruim. Na minha locadora tá tendo uma promoção de férias e alguns catálogos estão saindo por um real. A princípio seriam os filmes mais antigos (e menos alugados, talvez), mas eu tive a sorte de dar de cara com o adesivo amarelo colado na capa de Swimming Pool (que é de 2003/04).
Nada mais a declarar, o assunto era só esse mesmo.
Boa noite.



por L. * 3:09 PM

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[Quinta-feira, Março 27, 2008]

Notícia sobre enfermeiras na Espanha que me deixou mais do que indignada. Assistam, é curtinho.



ABSURDO.

Eu mal posso acreditar que uma medida como essa realmente foi tomada por um hospital!
A notícia ali em cima diz que enfermeiras que se recusaram a usar mini-saias durante o trabalho foram punidas. Tiveram seus salários diminuídos... sim! Por não usar mini-saia no hospital! HOSPITAL!
É esse o ambiente de trabalho delas, e não um bar de strip-tease, PORRA. Uma stripper se recusar a usar roupas curtas é uma coisa, mas PORRA. ENFERMEIRA, caramba.
Além de ser uma atitude mais do que obviamente machista, é uma falta de respeito TÃO, mas TÃO enorme que nem consigo descrever. Sem falar na higiene. Já disse que nem tô acreditando nisso.
Se eu trabalhasse lá, tinha convocado a tudo quanto é imprensa, a delegacia de defesa à mulher, tudo quanto é ONG feminista, TUDO, TUDO.
Até a ONU devia estar interferindo, oi, CDH, oi!

Isso é muito sério!!

Sabe por quê? Não é só por causa dessas enfermeiras, coitadas, que trabalham naquele hospital, especificamente. Isso é muito sério porque indica o que de mais grave pode estar acontecendo pelo mundo graças ao machismo e ao desrespeito. Essa regra das minissaias é uma medida sem pudor do hospital, aberta! Como assim, cara?! Pff... Imagina o que acontece por deibaixo dos panos, né.
Depois ainda dizem que Dia da Mulher é baboseira, que a mulher já tá muito bem, já conquistou tudo o que queria...
Foram conquistados direitos, mas o respeito ainda não. Claro que não falo por todas as mulheres e nem falo de todos os homens - eu, mesma, não me sinto desrespeitada com freqüência de forma grave, o que não significa que eu ache que é assim no mundo todo! O que também não significa que eu não saiba muito bem que tem quem me subestime por eu ser mulher. Tem, sim! E olha que eu não trabalho, sou nova, não tenho muitos obstáculos. Por isso é que eu não sofro como outras, não chego nem perto de sofrer como muitas sofrem. (Graças a Zeus.)

Estereótipos e preconceitos que levem a desrespeito são formas de violência!

Chega. Tenho ficado indignada com toda e qualquer merda que eu vejo, HAHAHA.
Tenho que me convencer de que não posso consertar toda a merda do mundo... muito menos só com indignação.
Eu queria comer ambrosia, virar deusa e consertar o mundo =(


por L. * 3:59 PM

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[Domingo, Fevereiro 24, 2008]

Até parece que eu sou feita de nuvens por dentro, que sou puro pseudo-algodão, porque vira e mexe tô cheia de água aqui, gotinhas prontas pra cair: às vezes calmamente, às vezes com trovoadas, querendo destruir tudo de material que possa estar à minha volta.
Eu não queria mais ser nuvem, porque até parece que eu não posso me encher de outra coisa a não ser água e soluços, ambos de amor e/ou de melancolia. Chato ser nuvem.
Até parece que ser nuvem é a sina dos seres humanos mal resolvidos internamente como eu, até parece que é a sina de quem não tem certeza se já morreu. Não sei bem definir como eu sou, mas dizer que sou feita de nuvem é uma boa metáfora, porque eu sou mesmo toda dispersa por dentro; branca, mas meio transparente, mas também meio turva.
É difícil me definir, e eu tô no meu corpo, como pode? Eu sou eu, aqui, e não sei como sou ao certo. Por que não se pode ver através da carne e enxergar de que são feitas as nossas vísceras? Junto com a minha última refeição e, em outro plano, meu sangue circulando, estaria lá a minha essência e assim eu poderia repará-la com alguma gaze se se algo estivesse prestes a vazar, talvez, que assim não seria difícil controlar quando algo tentasse escoar pra fora de mim.

por L. * 6:18 PM

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[Quinta-feira, Janeiro 24, 2008]

Brasília.
Gosto mais do que desgosto na maior parte do tempo, e ainda assim amo mais do que odeio.

Brasília é amplidão, cores e liberdade.
A cidade aspira à liberdade e expressão. Convida à criatividade.
Fria, talvez. Impessoal mas cheia de personalidade, identidade. Parece sempre fria mas é quente no pôr-do-sol que se expõe para todo o mundo ver.
Carregada de concreto, concreto que se curva em linhas ou tensas ou suaves ou suaves e tensas. Carregada de concreto mas cheia de grama e flores para contrastar.

Brasília inspira a ser assim, como ela é.



por L. * 4:12 PM

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[Terça-feira, Dezembro 11, 2007]

O que há de mais misterioso nesta vida são os dias confortáveis, porém inquietantes.
São aqueles dias em que tudo está bem, se não fosse por esse mesmo detalhe.
O clima está bom, as pessoas não estão de mau humor, você não está de mau humor. Você não sente dores e nem ninguém à sua volta reclama de dores também. Seu cabelo tá normal, não é um bad hair day. Se você é mulher, você não está menstruando. Se você é homem, sua mulher não está no período da TPM. Você não recebeu notícia ruim alguma, você não tomou café frio, você não foi criticado por alguém. Em suma, nada desagradável aconteceu.
O fato, porém, é que você não está normal. Não é que não esteja bem. Você está bem. Não sente dores, não tem reclamações a fazer nem ouviu nada chato de se ouvir. O dia não tem nada de mais.
Aháaa, é essa a questão: o dia não tem nada de mais! Só o que o dia tem de demais é a quietude...
Nós nos moldamos tanto para a vida moderna que estamos sempre preparados para um dia chato de aguentar, mas sempre no sentido de ser muito agitado, ou de ser o dia de uma notícia ruim, ou de ser um dia de muito trabalho, ou de pouco trabalho (cada um é cada um), pouca diversão, enfim. Estamos sempre prontos para um dia que nos traia.
Já um dia que, de tão certinho, acaba sendo chato de aguentar, esse dia nos desconcerta. Afinal, o que poderíamos fazer durante um dia em que tudo deu certo? Já deu tudo certo mesmo! Não há o que compensar...

E hoje o dia tá tão certinho pra mim que eu bem que queria um cappuccino pra me sentir melhor...


por L. * 11:04 AM

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[Domingo, Dezembro 09, 2007]

[frase cai do nada]

pqp tem muito filme pra ver fudeu fudeu :O

[/frase cai do nada]


por L. * 1:33 AM

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Às vezes damos de cara com nós mesmos.
O presente tá iiiintegralmeeente ligado ao passado, mas nem sempre percebemos por estarmos ligados ao agora, é claro. (E isso é o melhor que fazemos.)
Mas vez por outra algo remete ao passado e não tem como fugir. Mesmo que você seja daqueles que não gostam de auto-análise; se um espelho é colocado à sua frente, você verá o seu reflexo. E este, como a realidade, nem sempre é como queremos ou esperamos. Só que a realidade nós sabemos que é assim; ao menos em tese, estamos acostumados a levar tapas dela, surpresas desagradáveis. De nós mesmos, não. Que o nosso reflexo nos traia não é esperado. Não é algo fácil de engolir. Não é fácil encarar nosso próprio produto, nosso próprio erro. E se ninguém é perfeito, sempre há uma sujeirinha no espelho.
Pior que isso só encarar o próprio produto FINAL. Por isso é mais fácil acreditar que a alma não morre e pode-se melhorar sempre. Mas por que não já?!..................

Só que às vezes a imagem é embaçada demais, como não errar de novo se nem se sabe o erro?...

A imagem mais suja que existe de cada um de nós é a revelada só a nós mesmos.
As imagens externas, pro mundo, são sempre menos detalhadas, por pior que seja a sua reputação. Mas junto com os defeitos que não aparecem, ficam de fora também inúmeras qualidades que não se vêem.

[Texto de 11 de maio deste ano.]

por L. * 1:30 AM

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[Sexta-feira, Novembro 23, 2007]

"É melhor o fazer inútil do que o inútil do não fazer."

É esse o jeito poético de dizer "cala a boca e rema".

(Frases atribuidas a, respectivamente, João Cabral de Melo Neto e meu professor de física do 1º ano.)


E sabe o que há de mais no significado dessas frases? É que essa filosofia de "apenas faça" é o que me falta mais.
Eu sou toda contida, continuamente contida, e isso às vezes acaba se voltando contra mim. Fico de cara com a morte da bezerra e aí puf, já era, foi-se, não consigo fazer mais nada.
Mesmo assim, ou exatamente por isso, repito que ninguém sabe mais da metade do que se passa comigo. Do que é dificuldade e do que é facilidade. Do que disse certo e do que disse e me arrependi depois. (A única coisa que traz em mim sentimento de arrepedimento é não dizer o que penso exatamente como penso.)
A razão pra que eu diga isso é porque com certa freqüência (muita, sempre acontece) dirigem-se a mim como se soubessem das coisas que ninguém é melhor do que eu pra saber. (Ninguém melhor que eu... não seria por acaso.) Como se eu tivesse dado informações suficientes para que expressem suas conclusões porcas a respeito do meu assunto. Falam como se tivessem base pra falar da vida que é minha.
Por isso é que eu digo, ignorem o que falo; acreditem - se quiserem, por favor - no que escrevo. Minha fala pode ser confusa e/ou não expressar exatamente o que penso; os textos, não. Vêm direto da alma.
E já que eu odeio metidos a sabichões da vida que quem vive sou eu, dos defeitos que quem tem sou eu, dos fatos que quem viveu fui eu, das discussões que quem ouviu e discutiu fui eu, já que eu odeio quem vem dar seu parecer, seu julgamento a quem não o solicitou (ou a quem até solicitou, mas odiou, cagou e andou pra porra do julgamento), então é melhor mesmo que eles se calem e venham comentar no meu blog depois. Para a gente ter uma conversa escrita, então.


E se você que leu este texto, seja quem for, não o entendeu muito bem, parabéns. É porque você não sabe mesmo muito de mim.
Isso é ótimo, eu quero mais é que tenham consciência disso. Pra que não achem que podem sair apontando o verde do meu pão-de-fôrma. Pois se o pão é meu, o bolor é meu também.


por L. * 5:33 PM

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[Terça-feira, Novembro 20, 2007]

Comigo é tudo no semi-ódio



Se tem algo que eu odeio é hipocrisia, e se tem algo que eu odeio mais do que hipocrisia, é hipocrisia misturada a falso moralismo.
São esses, os hipócritas-moralistas, que seguem à risca o estilo de vida da hipocrisia. Não basta uma dose de hipocrisia aqui e outra lá, não; o que sacia esses lobisomens depravados da raça humana é ser deliberadamente hipócrita, e sempre terminar suas discussões com uma moral.
O que há com esses seres humanos que se consideram fábulas ambulantes? Quem deu a eles o cargo de julgar minha vida, meus desejos, minhas convicções? Deus? Eu é que não dei. Deus também creio que não o fez, não só porque eu não acredito na existência dele (sem "D" maiúsculo), mas também porque imagino que essas pessoas se considerem deusas por si mesmas.

Ninguém conhece a minha vida o suficiente pra dizer nada como se estivesse jogando uma verdade nova na minha cara.

por L. * 1:43 PM

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[Domingo, Novembro 18, 2007]

Perdi o interesse por escrever sobre a minha vida.

Tenho muito medo de ser definitivo porque já vem durando um tempo.
Isso é horrível! Como eu vou fazer a partir de agora para rir das coisas ruins que acontecem comigo? Como eu vou fazer pra registrar as boas e relembrá-las, fazendo com que rendam mais risos do que renderiam se permanecessem intocáveis no passado? Eu não sei. É esse o meu maior problema agora. O maior, talvez, de toda a minha vida.
Eu não sei o que fazer. Não sei e se não voltar a minha capacidade e o meu apreço por hiperbolizar o trivial da minha vida e por dramatizar, tornar nefasto o que seria simples melancolia, ah, sinceramente, não sei o que será do meu interior. O que será de mim daqui pra frente, pra sempre. E se realmente não voltar nunca a minha inspiração para buscar sinestesia no silêncio absoluto, para buscar catarse no vazio? Eu vou viver na carne o silêncio e o vazio, vou vivenciar de fato o ruim da vida, que é não saber viver.

Saber viver, pra mim, é ser capaz de transformar bobagens românticas em apoteótica devoção, choramingos em dramas justificados e assim por diante, podendo, então, e somente então, passar de um capítulo para outro da própria jornada. Para mim, viver é isso. É transformar a sua simples existência no mundo em arte, mesmo que em uma obra a que só você mesmo tem acesso - você mesmo e talvez, quem sabe, se houver sorte, também mais algumas pessoas com quem você dividiu sua vida.

Espero que meu desespero se acabe logo. Até porque algo que eu sempre soube que teria pra sempre é a escrita. Algo que sempre cogitei fazer por toda a minha vida foi escrever, fosse pra mim mesma ou pro mundo - quem dera publicar minhas idéias... Ah, quem dera. Então, se eu não tiver mais a escrita, poderei concluir que nada mais é certo nesta vida, e que eu posso me exilar numa montanha na Europa Oriental.
É óbvio que eu não vou ter dinheiro para isso, então vou acabar me exilando numa aldeia indígena no Mato Grosso, provavelmente.

Tchau.

por L. * 5:42 PM

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[Quinta-feira, Outubro 25, 2007]

Caaaara, estudar física me deixou com um humor assim, lá em cima!
HAUHAUHAUHA
Não tô sendo irônica! O pior é isso. =D
Ok, ok, não façamos pose, AHUAHAH... eu não sei bem se foi estudar física que me deixou de bom humor, até porque eu tenho pro-va dis-cur-si-va amanhã (vale 70% da nota, e eu tava bem, digamos, alheia ao assunto de sala de aula...).
O post retrasado foi em homenagem à semana de provas, hohoho; só que faltou escrever a frase que fazia a relação: "all work and no play makes Jack a dull boy".
Voltando ao assunto (eu sou tão "mudo de assunto direto, gosto de azul"!), talvez o que tenha trazido esse bom humor relativamente repentino tenha sido o Nutella com cafezinho. Eu disse "Nutella com cafezinho"? Não, não foi o que eu quis dizer (não sei o que deu em mim?), o que eu quis dizer foi que o que deve ter trazido esse meu bom humor deve ter sido a experiência nada inovadora de experimentar um profuuundo e ranzinza mau humor.
É, eu sou adepta da explicação de que um extremo te leva a outro; ou da de que sentir um extremo potencializa o sentimento imediatamente posterior quando este é oposto ao primeiro (nossa, não fui muito clara com essa segunda definição, hein...).
Contudo, 'inda prefiro acreditar que foi a física.
E para a física voltarei agora.

Aloha! Ciao! (Adoro palavras que servem pra duas coisas opostas!) (Existem mais outras além dessas?...)
[Ahhhh, como é bom escrever inutilidades...]


P.S.: Percebam que o post anterior a este não me deixa mentir quanto ao mau humor de hoje mais cedo.

por L. * 8:04 PM

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"As pessoas boas devem amar seus inimigos. Mas amar os idiotas é quase impossível."



por L. * 5:09 PM

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[Sexta-feira, Julho 13, 2007]


"Love comes quickly, whatever you do
you can't stop falling
(ooh, oooh)"
[Love comes quickly - Pet Shop Boys]

Hahaha.
Das duas, uma: ou essa música é muito real e explica a minha vida agora, ou a minha vida, que obviamente é real, explica ou ilustra essa música.
[Se lerem a letra inteira vão entender que a música fala mais do que esse pedaço que eu pus aí em cima, que é só o refrão, por isso pode sim descrever uma vida. Pelo menos em relação à questão abordada - amor, né.]

Oui, mon cherie.


por L. * 1:55 PM

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[Terça-feira, Julho 10, 2007]


A cena "memorável" de hoje foi cantar baixinho Dancing Queen, do ABBA no supermercado, enquanto cheirava cremes.
Cheguei à conlcusão de que música de supermercado realmente não é ruim (uma vez tocou Skid Row no Extra, acreditem) e de que realmente existem cremes que cheiram mal. Não cremes menos bem-cheirosos, mas sim cremes que fedem mesmo. Eca.
Mas não foi uma cena empolgante ou feliz, muito pelo contrário. Tava na seção de higiene corporal só tentando me distanciar - briga. Cantar era o recurso para a tentativa de fazer os soluços cessarem e os cremes, asfixiarem meu choro.

Cada um lida do seu jeito.


por L. * 1:48 PM

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[Sábado, Junho 16, 2007]

É, essa semana tá maravilhosa, boa demais, e até passando rápido.
=)
Boa mesmo tendo tido simulado ontem, e eu ter saído muito cedo, deixado a parte de exatas quase toda em branco... HAHAHA. Não por ser exatas, quer dizer: foi porque eu fiz na ordem, e ao terminar a parte de humanas (que vem antes) me cansei logo. Tava com sono e de saco cheio (novidade, EU de saco cheio da escola, NOVIDADE! haha imagine), me sentindo presa naquela sala idiota, naquela carteira idiota. Foda-se, entreguei a porra só com pouco mais da metade preenchida.

E daí? É só um simulado na minha vida, olhando de fora, é tão pouco...

E ao mesmo tempo pode nem ser tão pouco, levando em conta que é o que me prepara pra entrar na UnB, onde pretendo passar alguns anos da minha vida, quem sabe.
Quem sabe... Eu não sei.
Quanto mais tempo passa, menos eu sei se quero UnB, o que quero, o que posso querer.
Mas não sei se tenho forçado isso porque não tenho estudado o suficiente pra passar na UnB (caham, so they say!), ou se eu não sei mesmo se quero.
Afinal, o que eu quero é o mundo!... Sempre soube disso, e isso sempre vai ser uma certeza pra mim.
Só que eu posso ter o mundo passando na UnB! =P
É pra ir pra UnB. "É" pra eu ir.

Mas o que eu quero é Cinema. Então tinha me decidido por São Paulo. Mas nem é fácil assim. Rio...?... Não sei se moraria no Rio.
Então, me pergunto: será que se não sei, é por que não estou disposta a fazer cinema a qualquer custo? Ou seja, talvez nem esse seja meu caminho, minha paixão - a decisão apropriada!... Será?! Será que nunca vou encontrar algo que me arranque decisões sem pensar, que faça meu coração bater forte e saber que é isso que eu quero fazer pelo resto da minha vida?
Complicado.
Às vezes sinto isso com Cinema. Como senti com a Música e já não sinto mais. Ainda amo Música, exatamente como antes, mas já sei que não tenho o talento e a dedicação necessários pra seguir esse caminho. Como dizem, "médicos e músicos já nascem médicos e músicos". Eu discordei disso na época, mas acho que faz sentido. (Ainda discordo na frente dos outros.) Todo músico diz que queria ser músico desde pequeno, e começou a rumar para isso cedo, seja tomando aulas ou formando uma banda de garagem 100% amadora e até ruim, haha. Eu também quis seguir um caminho assim desde nova, mas mesmo tomando aulas de guitarra e "cantando", não tenho um pingo de disciplina: não concentro meus esforços - absolutamente nenhum esforço - nisso, e vira só um hobby. Por isso já tomei a decisão (aparentemente definitiva) de que será sempre assim: Música será um hobby pra mim, e nada mais. Profissionalmente, eu morreria de fome trabalhando com Música. A não ser que modificasse minha rotina radicalmente. O que, claro, pode acontecer num futuro mais distante. Como já disse: QUEM sabe?... Enfim, portanto, continuo amando guitarra, amando cantar, mas de longe. De perto, só por diversão.
Por Cinema já sinto amor faz tempo, mas ao contrário da minha vontade de trabalhar com Música, a vontade de trabalhar com Cinema eu ainda sinto. Ainda acho que pode ser esse o caminho da minha realização. Imagino-me no lugar de gênios como Truffaut e Tarantino - um bem diferente do outro, e eu sou fascinada pela vida (profissional) de ambos... (no lugar = trabalhando na área... sem prepotência, pô!)
É uma certeza agradável, que me dá esperanças. Sinto, de forma extremamente profunda, não só que me realizaria com cinema, mas também que isso É POSSÍVEL. Que eu posso ser a cineasta que eu quero ser.
Só tenho medo de ser como foi com Música. Eu ainda não tive um contato próximo com Cinema. Descobri que música seria um hobby porque iniciei minhas aulas de guitarra, esbocei projetos de bandas, tentei compor. TENTEI. Tentei e vi que não seria meu lugar definitivo nunca, a tentativa me permitiu uma porta para uma conclusão. Agradeço muito por ter tido essas oportunidades. Se eu nunca tivesse comprado minha guitarra, tido aulas por todo esse tempo... Nunca saberia!... Nunca saberia que eu realmente GOSTO de tocar ou que AMO cantar... e nunca saberia também que não pretendo tocar profissionalmente. Não tenho o gosto pela disciplina, pela obrigatoriedade do treino. Isso me consome, me deprime, me irrita; logo, de novo a mesma conclusão: hobby.
Tenho medo de que com Cinema isso também aconteça porque se acontecer, vai ser muito mais tarde. Ou na universidade, ou até depois. Vai ser horrível. Vai ser horrível se eu descobrir que não tenho o mínimo tato, habilidade ou SACO para Cinema. Que meu amor é só pelos DVDs e pela pipoca, e não pelo processo de fazer um filme. Que o amor que sinto agora pela sétima arte é, na verdade, uma curiosidade, um devaneio de alguém que sonha com o mundo e transferiu isso para os filmes.
Tenho medo de não querer de verdade fazer cinema...
Mas isso é futuro, e por enquanto eu vou tentando descobrir onde ele está. Desfiando as idéias, e não definhando-as. Desenrolando a medida que o tempo passa. Só espero que passe numa velocidade suficiente para eu me descobrir direito.

Eu quero o mundo, quero cinema, é fato, é fato, quero viajar, quero fotografar, dirigir, atuar, escrever, ser lida. E sei lá mais o quê!

Então o que eu tô fazendo agora? Passando o tempo?
Não, claro que não, eu sei. Escola não é só pra isso, estou aprendendo, ficando cada dia menos e menos ignorante, e isso é ótimo.
Ótimo, não, maravilhoso, incrível.
Mas... o que fazer quanto ao PAS e ao vestibular? Preparar-me mesmo assim? Afinal, a preparação e o conhecimento vão ser úteis mesmo que eu não precise dessas provas.
Argh, o problema é que eu não tenho STAMINA pra me preparar, pra pensar no vestibular e encará-lo, assim como ao PAS, com seriedade. Não tenho essa STAMINA, não tenho disposição, não tenho o estímulo; a UnB não me atrai mais. O que eu quero não parece estar lá. Isso não me impede de estudar pra ela, como já concluí, mas não tenho disposição... incentivo... estímulo... stamina... sequer equilíbrio!
Estou sempre de saco cheio de mencionarem essa meta geral todos os dias pra mim. (Se a meta veio pronta, como vou saber que também é minha mesmo?)
E mesmo quando não o fazem, eu pareço sentir como se tivessem; sinto a ironia dos olhares repressores dizendo "estude para a UnB, sua imbecil irresponsável; afinal, o que faz aqui?".
A UnB se tornou um monstro para mim.
Um monstro, e devo lutar contra ele, a qualquer custo... Às vezes concluo que devo estudar até meus miolos explodirem para lutar contra esse monstro; provar a ele que eu sou melhor, que venço. Passando no PAS eu teria lutado contra esse monstro. Estaria satisfeita. Mas seria MUITO, MUITO pouco. Só a vitíória de uma minúscula batalha pessoal.
O pior de tudo é que, depois de tirar essa conclusão, percebo o quanto esse monstro é grande e já me afetou, pois quero lutar contra ele ME DESGASTANDO!
Imagine, pra que passar no PAS se não for com tranqüilidade, mérito, e esforço sim, mas não desgaste!... Explodir meus miolos de estudar? É essa a utopia? Pois prefiro a contra-utopia, a realidade, a podridão: prefiro não "estudar" (entre aspas, pois o que não prefiro é esse estudo obrigatório, mecânico; amo estudar sozinha) e ser a irresponsável que sou agora, que não dá a mínima importância aos simulados, que faria mais ficando em casa do que indo à escola por fachada e falta de coragem de largar tudo (falta de coragem disfarçada de resquício de responsabilidade), fazendo por fazer, caindo de sono na carteira e lendo sem atenção as frases das folhas que me entregam com ar de desafio, e passando os olhos pelas letras negras e pequenas. Letrinhas negras torturantes. Estou saturada delas.

Aquelas letrinhas negras que me encarem mais uma vez.

Vou cuspir nelas algum dia.



por L. * 8:31 PM

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[Domingo, Maio 20, 2007]

Jack London, Jack London! =D
êeeeeeeeeeeeeeee!!!

I would rather be ashes than dust!
I would rather that my spark should burn out in a brilliant blaze than it should be stifled by dry-rot.
I would rather be a superb meteor, every atom of me in magnificent glow, than a sleepy and permanent planet.
The function of man is to live, not to exist.
I shall not waste my days trying to prolong them.
I shall use my time.

*

Agora eu me levanto para trabalhar;
Peço a Deus que nada me atrapalhe.
E se eu morrer antes da noite,
Que o meu trabalho de algo valha.

.

good nite, fellas. se é que alguém vem aqui.



por L. * 10:29 PM

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[Domingo, Maio 13, 2007]

.
why, why can we never be sure 'til we die
or have killed for an answer...

why, why do we suffer each race to believe
that no race has been grander...?

it seems because through time and space
though names may change each face retains the mask it wore.


.


How does it feel to be your parents' child?
Just like I'm their father and mother, and they're my children who love and hate each other...

por L. * 7:43 PM

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[Quarta-feira, Março 07, 2007]


Coisa que me irrita? Falarem demais perto de mim. Seja pra mim, seja perto de mim. Quando não sabem a hora de parar de falar e disparam a prolongar assuntos que até poderiam ser interessantes em outro momento, cresce um óóódio dentro de mim. E eu me seguro pra não socar a pessoa ou algo assim (ui, perigosa!). Sério, odeio tagarelas. Puta pé no saco, porra. Não percebem?!

Por outro lado é bom ser assim, porque sempre tem assunto, deve ser mais fácil pra puxar conversa com desconhecidos, enfim, coisas assim...

Eu definitivamente não tenho o "defeito" de falar demais, mas definitivamente as well não tenho a "qualidade" de ser alguém bem comunicativa. HAHAHAUHA!

Enfim, nada é perfeito, com o tempo a gente aprende a equilibrar essas coisas, ou não.
(o.o tipo, depois dessa... AMÉM!!?! hahaha)

Quero algo. Muito >.<


Ouvindo (¬¬) Man or Mouse - Millencolin
tô conhecendo melhor essa banda agora.


por L. * 10:06 PM

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